segunda-feira, 4 de maio de 2026

Terceira Turma reafirma que recuperação extrajudicial não suspende ações de credores fora do acordo


A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou que a recuperação extrajudicial não produz efeitos sobre credores que não aderiram ao plano de soerguimento da empresa. Para o colegiado, tanto a novação das dívidas quanto a suspensão de ações e execuções se limitam aos credores participantes, permanecendo íntegros os direitos daqueles que ficaram fora do acordo.

Com esse entendimento, já consolidado na jurisprudência da corte, a turma negou provimento ao recurso especial de uma empresa do setor de mineração e fertilizantes e reforçou que credores dissidentes podem continuar cobrando seus créditos fora das condições estabelecidas no plano.

Na origem do caso, a empresa negociou um plano de recuperação extrajudicial com parte de seus credores e tentou estender os efeitos do acordo a quem não aderiu, alegando que os créditos também teriam sido novados após a homologação judicial. Com base nisso, buscou suspender a execução de um título extrajudicial decorrente de serviços prestados por uma empresa de engenharia, sustentando a inexigibilidade da dívida.

Em primeiro grau, o juízo reconheceu a submissão do crédito ao plano, ainda que a credora não tivesse participado da negociação, e determinou apenas a suspensão da execução. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), porém, concluiu que, na recuperação extrajudicial, a novação não alcança credores não aderentes, e afastou a aplicação do plano na situação discutida, permitindo o prosseguimento da cobrança.

Ao STJ, a empresa em recuperação defendeu que, à luz da Lei 11.101/2005 (Lei de Recuperações e Falências), todos os créditos das classes abrangidas existentes na data do pedido deveriam se submeter ao acordo, independentemente de adesão individual.

Créditos anteriores não se submetem automaticamente às condições do plano

O ministro Humberto Martins, relator do recurso, destacou que a jurisprudência da corte afasta a possibilidade de estender os efeitos do plano de recuperação extrajudicial a créditos que não foram incluídos no acordo.

Ao citar precedentes da Terceira Turma, ele explicou que, nesse tipo de recuperação, a negociação ocorre diretamente entre devedor e credores, sem intervenção judicial ampla, o que limita os efeitos do plano aos participantes. Assim, nem todos os créditos anteriores ao pedido de homologação se submetem automaticamente às condições estabelecidas.

Ainda a partir de julgados do colegiado, o relator observou que a Lei 11.101/2005 impõe limites claros à abrangência do plano. Segundo ele, o artigo 161, parágrafo 4º, prevê que o pedido de homologação não suspende direitos, ações ou execuções de credores não sujeitos ao acordo, enquanto o artigo 163 estabelece que apenas os créditos incluídos no plano podem ser afetados, vedando a alteração das condições daqueles que ficaram de fora.

"Não entendo presente nenhuma argumentação apta a alterar o já manifestado entendimento de inaplicabilidade do plano extrajudicial à recorrida/exequente, o que caminha na legitimidade de prosseguimento do feito executivo, como entendeu a origem", finalizou o ministro.

Leia o acórdão no REsp 2.234.939.

Esta notícia refere-se ao(s) processo(s):REsp 2234939

Fonte: STJ

NOME SUJO IMPEDE FINANCIAMENTO? DESCUBRA A VERDADE ANTES DE TENTAR


Introdução

Você quer financiar um carro, uma casa ou até um celular…
Mas surge a dúvida:

“Estou com o nome sujo… será que consigo financiamento?”
“O banco vai negar automaticamente?”
“Tem alguma chance de aprovação?”

Essa é uma das dúvidas mais comuns de quem está negativado.

A resposta direta é:

Na maioria dos casos, SIM — nome sujo dificulta muito o financiamento.
Mas não significa que seja impossível.

Neste guia completo, você vai entender:

  • Se é possível financiar com nome sujo
  • O que os bancos analisam
  • Quando há chance de aprovação
  • Alternativas reais
  • Como aumentar suas chances

1. O que significa estar com nome sujo?

Significa que seu CPF está negativado em cadastros como:

  • SPC
  • Serasa

Por causa de dívida não paga.


2. Nome sujo impede financiamento?

✔ Na prática: dificulta muito

Bancos veem risco alto.


❌ Mas não impede totalmente

Existem exceções.


3. Por que o banco nega financiamento?


Fatores analisados:

  • Score de crédito
  • Histórico de pagamento
  • Renda
  • Endividamento

4. O que é score e por que importa?

É a pontuação que indica risco.

Quanto menor, menor a chance.


5. Existe financiamento com nome sujo?

✔ Sim, mas com condições:

  • Juros mais altos
  • Entrada maior
  • Garantias

6. Quais tipos de financiamento são mais difíceis?


Veículos

Muito difícil com nome sujo.


Imóveis

Quase impossível sem regularizar.


Bens menores

Mais fácil, mas ainda limitado.


7. Posso financiar com restrição leve?

✔ Depende:

  • Valor da dívida
  • Tempo da negativação

8. Ter renda ajuda?

✔ Sim.

Pode compensar parcialmente.


9. Ter nome limpo melhora?

✔ Muito.

É o principal fator.


10. Posso usar outra pessoa?

⚠️ Cuidado:

Pode gerar riscos legais.


11. Consórcio é alternativa?

✔ Sim.

Não exige análise tão rígida.


12. Vale a pena tentar mesmo com nome sujo?

✔ Pode tentar, mas:

Prepare-se para negativa.


13. Como aumentar chances?

  • Limpar nome
  • Aumentar score
  • Reduzir dívidas
  • Comprovar renda

14. Perguntas Frequentes (FAQ)

Nome sujo impede financiamento?

Na prática, sim.

Posso tentar?

Sim.

Tem alternativa?

Consórcio.

Score influencia?

Muito.


Conclusão

Ter o nome sujo não torna o financiamento impossível — mas dificulta bastante.

O melhor caminho é melhorar sua situação financeira antes de tentar.


✍️ OpinionJus

Informação jurídica clara, profunda e acessível.
Transformando conhecimento em poder para o cidadão.

Direitos e Garantias Fundamentais: conceito, classificação e aplicação prática (Guia Completo)


Introdução

Os Direitos e Garantias Fundamentais representam o núcleo mais importante da Constituição. São eles que asseguram a proteção do indivíduo contra abusos do Estado e garantem condições mínimas para uma vida digna.

Na Constituição Federal de 1988, esses direitos estão previstos principalmente no artigo 5º, mas também aparecem ao longo de todo o texto constitucional.

Este tema é essencial tanto para a prática jurídica quanto para concursos públicos, sendo um dos mais cobrados no Direito Constitucional.


O que são Direitos Fundamentais?

Conceito

Os direitos fundamentais são:

Direitos básicos inerentes à pessoa humana, reconhecidos e protegidos pela Constituição.

Eles garantem:

  • Liberdade
  • Igualdade
  • Segurança
  • Dignidade

O que são Garantias Fundamentais?

Enquanto os direitos representam bens protegidos, as garantias são:

Instrumentos jurídicos que asseguram a efetivação desses direitos.

Exemplo:

  • Direito à liberdade → Habeas corpus (garantia)

Diferença entre Direitos e Garantias

Direitos FundamentaisGarantias Fundamentais
São bens protegidosSão mecanismos de proteção
Ex: liberdadeEx: habeas corpus
Conteúdo materialInstrumento jurídico

Características dos Direitos Fundamentais

Os direitos fundamentais possuem características próprias:

Universalidade

Aplicam-se a todas as pessoas

Historicidade

Evoluem ao longo do tempo

Irrenunciabilidade

Não podem ser renunciados

Imprescritibilidade

Não se perdem com o tempo

Relatividade

Não são absolutos


Classificação dos Direitos Fundamentais

1. Direitos Individuais

Protegem o indivíduo contra o Estado.

Exemplos:

  • Direito à vida
  • Liberdade de expressão
  • Igualdade

2. Direitos Coletivos

Relacionados a grupos ou coletividades.

Exemplo:

  • Direito ao meio ambiente

3. Direitos Sociais

Dependem de atuação do Estado.

Exemplos:

  • Educação
  • Saúde
  • Trabalho

4. Direitos de Nacionalidade

Definem quem é brasileiro e seus direitos.


5. Direitos Políticos

Relacionados à participação política.

Exemplos:

  • Votar
  • Ser votado

Remédios Constitucionais (Garantias Fundamentais)

São instrumentos essenciais de proteção dos direitos.

Principais remédios

RemédioFinalidade
Habeas CorpusProteger liberdade
Mandado de SegurançaDireito líquido e certo
Habeas DataAcesso a informações
Mandado de InjunçãoFalta de norma
Ação PopularDefesa do patrimônio público

Eficácia dos Direitos Fundamentais

Os direitos fundamentais possuem aplicação imediata, conforme a Constituição.

Tipos de eficácia

  • Vertical → contra o Estado
  • Horizontal → entre particulares

Aplicação prática

1. Atuação do Judiciário

O Supremo Tribunal Federal atua na proteção desses direitos, sendo o guardião da Constituição.


2. Atuação do advogado

O advogado utiliza esses direitos para:

  • Defender clientes
  • Impugnar atos ilegais
  • Garantir liberdades

3. Situações reais

  • Prisão ilegal → Habeas corpus
  • Negativa de informação → Habeas data
  • Violação de direito → Mandado de segurança

Importância dos Direitos Fundamentais

Esses direitos:

  • Protegem o cidadão
  • Limitam o poder do Estado
  • Garantem justiça social
  • Sustentam a democracia

Conclusão

Os Direitos e Garantias Fundamentais são a essência da Constituição. Eles representam a proteção máxima do indivíduo dentro do Estado.

Sem esses direitos, não há democracia, nem justiça, nem dignidade.

Dominar esse tema é essencial para qualquer operador do Direito.

No próximo artigo, avançaremos para:

Organização do Estado


Referências


Sugestões de links externos


OpinionJus - Especialistas

domingo, 3 de maio de 2026

Terceira Turma considera válida sentença proferida por juíza após ser removida da vara


A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou, por maioria, a validade de uma sentença proferida por juíza que, no momento da decisão, não estava mais lotada na vara sentenciante, devido à permuta com outro magistrado. Ao verificar que a juíza havia presidido a instrução, o colegiado decidiu prestigiar os princípios da competência adequada, da oralidade e da imediaticidade.

"Parte-se do princípio da competência adequada para definir o órgão competente com base na hipótese concreta, a partir do prognóstico sobre qual é o juízo mais eficiente para a prestação jurisdicional", afirmou o ministro Moura Ribeiro, cujo voto prevaleceu no julgamento.

No caso trazido ao STJ, a sentença que acolheu os embargos e declarou a nulidade da execução foi proferida em 12 de maio de 2022, quando a juíza sentenciante já tinha sido removida da 42ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), em razão de permuta com outro magistrado.

Consta que, antes da permuta, os juízes combinaram informalmente que cada um iria sentenciar o processo cuja instrução tivesse concluído. Entretanto, a autorização oficial do tribunal para que a juíza atuasse na nova unidade judicial foi publicada, com efeitos retroativos, apenas em 23 de junho de 2022.

No recurso especial, a parte alegou que o acordo informal celebrado entre os juízos não prevalece sobre o princípio da perpetuação da jurisdição. Sustentou, nesse contexto, que a sentença teria sido proferida por juízo absolutamente incompetente, o que acarretaria a sua nulidade.  

Ato de cooperação entre juízos constitui exceção à perpetuação da jurisdição

Em seu voto, Moura Ribeiro afirmou que o ato de cooperação entre os juízos constitui exceção à regra geral da perpetuação da jurisdição, prevista no artigo 43 do Código de Processo Civil (CPC), segundo a qual a competência do juízo, fixada no momento da propositura da ação, se mantém durante todo o processo.

"Na vigência do atual Código de Processo Civil, uma das exceções mais celebradas ao princípio da perpetuação da jurisdição é a denominada cooperação por concertação, prevista no artigo 69, parágrafo 2º, do CPC", apontou.

Assim – explicou o ministro –, os juízos podem cooperar para a prática de atos processuais, com a finalidade de garantir uma solução ótima, dentro do que se denomina gestão do procedimento pelo juiz – ou "case management judicial".

"A competência pode ser alterada por um ato combinado entre juízos cooperantes, indo além das hipóteses legais de conexão e continência", disse, acrescentando que a cooperação por concertação tem o objetivo de privilegiar a eficiência e a efetividade na prestação jurisdicional.

Princípios da oralidade e da imediaticidade

Além disso – prosseguiu Moura Ribeiro –, o ato de gestão processual celebrado entre os juízes fundamentou-se nos princípios da oralidade e da imediaticidade, expressivos do princípio da identidade física do juiz, previsto no CPC de 1973.

"Não se olvida que o artigo 132 do Código de Processo Civil de 1973, que previa expressamente o princípio da identidade física do juiz, não foi reproduzido no CPC atual. Todavia, o princípio aludido pode ser deduzido da oralidade e da imediaticidade, ambos previstos no artigo 366 do CPC, que estabelece que, 'encerrado o debate ou oferecidas as razões finais, o juiz proferirá sentença em audiência ou no prazo de 30 dias'", esclareceu o ministro.

Leia o acórdão no REsp 2.104.647.

Esta notícia refere-se ao(s) processo(s):REsp 2104647

Fonte: STJ

SCORE BAIXO: COMO AUMENTAR RÁPIDO E VOLTAR A TER CRÉDITO (GUIA COMPLETO)


Introdução

Você tenta fazer um cartão… negado.
Tenta um empréstimo… negado.
Financiamento? Nem pensar.

E a resposta quase sempre é a mesma:

“Seu score está baixo.”

Aí vem a dúvida:

“O que é esse tal de score?”
“Por que está baixo?”
“Tem como aumentar rápido?”

A resposta é:

Sim, é possível melhorar seu score — e mais rápido do que você imagina.

Neste guia completo, você vai entender:

  • O que é score de crédito
  • Por que ele fica baixo
  • Como aumentar de forma prática
  • O que funciona de verdade
  • O que é mito

1. O que é score de crédito?

O score é uma pontuação que indica:

a chance de você pagar suas contas em dia.


2. Quem calcula o score?

Empresas como:

  • Serasa
  • SPC Brasil

3. Qual é a pontuação?

Vai de:

0 a 1000


✔ Classificação:

  • 0 a 300 → baixo
  • 301 a 700 → médio
  • 701 a 1000 → alto

4. Por que meu score está baixo?


❌ Principais motivos:

  • Nome negativado
  • Atraso de contas
  • Pouco histórico
  • Uso alto de crédito

5. Score baixo impede crédito?

✔ Sim.

Dificulta:

  • Cartão
  • Empréstimos
  • Financiamentos

6. Como aumentar o score rápido?

Agora vamos ao que interessa


6.1 Pague dívidas atrasadas

✔ Principal fator.


6.2 Negocie e limpe o nome

Isso ajuda muito.


6.3 Pague contas em dia

  • Luz
  • Água
  • Internet

6.4 Atualize seus dados

  • Cadastro completo
  • Informações corretas

6.5 Use crédito com responsabilidade

  • Evite atrasos
  • Não estoure limite

6.6 Movimente seu CPF

  • Compras
  • Pagamentos

7. Quanto tempo leva para aumentar?

Pode variar:

  • Dias
  • Semanas
  • Meses

8. Score sobe rápido mesmo?

✔ Sim, se fizer o certo.


9. O que NÃO funciona

❌ Mitos:

  • “Comprar score”
  • Serviços milagrosos
  • Promessas falsas

10. Score alto garante crédito?

❌ Não 100%.

Mas ajuda muito.


11. Posso consultar meu score?

✔ Sim — gratuitamente.


12. Nome limpo melhora score?

✔ Sim.


13. Ter conta bancária ajuda?

✔ Sim.


14. Cartão ajuda a aumentar score?

✔ Sim, se usado corretamente.


15. Perguntas Frequentes (FAQ)

Score baixo tem solução?

Sim.

Dá para subir rápido?

Sim.

Nome sujo afeta?

Muito.

Vale a pena melhorar?

Com certeza.


Conclusão

O score é uma das chaves para sua vida financeira.

E você pode melhorar com atitudes simples.


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Transformando conhecimento em poder para o cidadão.

Princípios Fundamentais da Constituição: fundamentos do Estado brasileiro explicados (Guia Completo)


Introdução

Os Princípios Fundamentais são a base ideológica e estrutural da Constituição. Eles funcionam como diretrizes que orientam todo o ordenamento jurídico, influenciando a interpretação das leis e a atuação do Estado.

Na Constituição Federal de 1988, esses princípios estão concentrados principalmente nos artigos 1º ao 4º, formando o núcleo essencial da República Federativa do Brasil.

Entender esses princípios é essencial para compreender como o Estado brasileiro funciona e quais valores ele protege.


O que são Princípios Fundamentais?

Conceito

Os princípios fundamentais são:

Normas basilares que estruturam o Estado, orientam a atuação dos poderes e garantem direitos essenciais à sociedade.

Eles possuem força normativa, ou seja, não são apenas ideias abstratas — são normas obrigatórias.


Fundamentos da República Federativa do Brasil (Art. 1º)

A Constituição estabelece cinco fundamentos principais:

1. Soberania

Refere-se à independência do Estado brasileiro em relação a outros países.

O Brasil não se submete a outro Estado.


2. Cidadania

Garante a participação do povo na vida política.

Exemplos:

  • Direito ao voto
  • Participação em decisões públicas

3. Dignidade da Pessoa Humana

É um dos princípios mais importantes.

Significa que o Estado deve respeitar e proteger a dignidade de todos os indivíduos.

Esse princípio orienta decisões do Supremo Tribunal Federal em diversos casos.


4. Valores Sociais do Trabalho e da Livre Iniciativa

Equilíbrio entre:

  • Trabalho (proteção social)
  • Economia (liberdade de mercado)

5. Pluralismo Político

Garante a diversidade de ideias, opiniões e partidos políticos.

Base da democracia.


Objetivos Fundamentais da República (Art. 3º)

A Constituição também define objetivos que o Estado deve buscar:

Principais objetivos

  • Construir uma sociedade livre, justa e solidária
  • Garantir o desenvolvimento nacional
  • Erradicar a pobreza
  • Reduzir desigualdades
  • Promover o bem de todos

Quadro resumo dos objetivos

ObjetivoFinalidade
Justiça socialEquilíbrio entre cidadãos
DesenvolvimentoCrescimento econômico
IgualdadeRedução de desigualdades
Bem-estarQualidade de vida

Princípios das Relações Internacionais (Art. 4º)

O Brasil também segue princípios nas relações com outros países:

Principais princípios

  • Independência nacional
  • Prevalência dos direitos humanos
  • Autodeterminação dos povos
  • Não intervenção
  • Defesa da paz
  • Cooperação entre os povos

Princípio Republicano e Democrático

República

Caracteriza-se por:

  • Eleições periódicas
  • Responsabilidade dos governantes
  • Interesse público acima do privado

Democracia

O poder pertence ao povo.

Formas de exercício:

  • Direta
  • Indireta (representativa)

Força normativa dos princípios

Os princípios fundamentais possuem eficácia jurídica plena, o que significa que:

  • Devem ser aplicados imediatamente
  • Influenciam decisões judiciais
  • Servem como base para interpretação

Aplicação prática

1. Decisões judiciais

O Supremo Tribunal Federal utiliza princípios como a dignidade da pessoa humana para decidir casos complexos.


2. Atuação do advogado

O advogado pode:

  • Fundamentar petições em princípios
  • Defender direitos com base constitucional
  • Interpretar normas conforme a Constituição

3. Concursos públicos

Tema extremamente cobrado:

✔ Fundamentos do art. 1º
✔ Objetivos do art. 3º
✔ Princípios internacionais do art. 4º


Importância dos Princípios Fundamentais

Esses princípios:

  • Estruturam o Estado
  • Garantem direitos essenciais
  • Orientam políticas públicas
  • Servem como base interpretativa

Sem eles, a Constituição perderia seu sentido.


Conclusão

Os Princípios Fundamentais são o coração da Constituição. Eles não apenas definem o que é o Estado brasileiro, mas também indicam para onde ele deve caminhar.

Compreendê-los é essencial para qualquer operador do Direito, pois são a base de toda interpretação constitucional.

No próximo artigo, avançaremos para um dos temas mais importantes:

Direitos e Garantias Fundamentais


Referências


Sugestões de links externos


OpinionJus - Especialistas

LOAS (BPC): QUEM TEM DIREITO, COMO PEDIR E COMO APROVAR NO INSS (GUIA COMPLETO 2026)


Se você ou alguém da sua família tem baixa renda, pode ter direito a receber um salário mínimo mensal mesmo sem nunca ter contribuído para o INSS.

Estamos falando do LOAS, também conhecido como BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Mas atenção:
é um dos benefícios mais negados do INSS — e muitas pessoas deixam de receber por falta de informação.

Neste guia completo, você vai aprender:

  • ✅ Quem tem direito ao LOAS
  • ✅ Como funciona a renda familiar
  • ✅ Como pedir passo a passo
  • ✅ Como ser aprovado
  • ✅ O que fazer se for negado

O QUE É O LOAS (BPC)

O LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social) garante um benefício assistencial de:

1 salário mínimo por mês

Para pessoas em situação de vulnerabilidade social.


⚠️ IMPORTANTE:

  • ❌ Não precisa ter contribuído
  • ❌ Não é aposentadoria
  • ❌ Não paga 13º salário

É um benefício assistencial, não previdenciário.


⚖️ QUEM TEM DIREITO AO LOAS

Existem dois grupos principais:


1. IDOSOS

  • Idade: 65 anos ou mais
  • Baixa renda

♿ 2. PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

  • Qualquer idade
  • Deficiência de longo prazo
  • Dificuldade para trabalhar e viver de forma independente

Ambos precisam comprovar baixa renda.


QUAL É O LIMITE DE RENDA

Aqui está um dos pontos mais importantes.


REGRA GERAL:

Renda por pessoa da família:

Até 1/4 do salário mínimo


Exemplo:

  • Família com 4 pessoas
  • Renda total: R$ 1.200

Renda por pessoa: R$ 300

✔️ Pode ter direito


⚠️ MAS ATENÇÃO (SEGREDO IMPORTANTE)

Hoje, a Justiça já aceita flexibilização.

Mesmo acima desse valor, pode ser aprovado


O QUE ENTRA NA RENDA FAMILIAR

Inclui:

  • Salários
  • Benefícios
  • Pensões

❌ O QUE NÃO ENTRA (IMPORTANTE):

  • Bolsa Família
  • Auxílios sociais
  • Alguns benefícios assistenciais

O QUE É O CADÚNICO

Para pedir o LOAS, você precisa estar no:

Cadastro Único (CadÚnico)


✔️ Onde fazer:

  • CRAS da sua cidade

Sem CadÚnico atualizado:
❌ O benefício pode ser negado


COMO PEDIR O LOAS (PASSO A PASSO)

Você pode fazer tudo online:


ACESSE:

  • Meu INSS
  • Gov.br

✔️ PASSO A PASSO:

  1. Fazer login
  2. Buscar “BPC” ou “LOAS”
  3. Preencher dados
  4. Anexar documentos
  5. Aguardar análise

PERÍCIA E AVALIAÇÃO SOCIAL

Para pessoas com deficiência:

Existem duas avaliações:


✔️ 1. Perícia médica

Analisa a deficiência


✔️ 2. Avaliação social

Analisa a situação econômica


Ambas são decisivas.


⚠️ COMO SER APROVADO NO LOAS

Aqui está o que realmente faz diferença:


DICAS IMPORTANTES:

✔️ CadÚnico atualizado

✔️ Documentos completos

✔️ Laudos médicos fortes

✔️ Comprovar baixa renda

✔️ Não omitir informações


DOCUMENTOS NECESSÁRIOS


✔️ Pessoais:

  • RG
  • CPF
  • Comprovante de residência

✔️ Sociais:

  • Cadastro no CadÚnico
  • Comprovantes de renda

✔️ Médicos (se deficiência):

  • Laudos
  • Exames
  • Relatórios

⏳ QUANTO TEMPO DEMORA

  • Média: 30 a 90 dias

❌ BENEFÍCIO NEGADO: O QUE FAZER

Muito comum.


✔️ OPÇÕES:

  • Entrar com recurso
  • Fazer novo pedido
  • Ação judicial

⚠️ PRINCIPAIS MOTIVOS DE NEGATIVA

❌ Renda acima do limite
❌ CadÚnico desatualizado
❌ Falta de documentos
❌ Laudo fraco
❌ Não comprovar deficiência


LOAS X APOSENTADORIA

LOASAposentadoria
Não precisa contribuirPrecisa contribuir
Não tem 13ºTem 13º
Não deixa pensãoDeixa pensão

São benefícios totalmente diferentes.


⚖️ POSSO TRABALHAR RECEBENDO LOAS?

Em regra:

❌ Não

Pode gerar corte do benefício


LOAS DÁ DIREITO A 13º?

Não.

Esse é um ponto importante.


LOAS PODE VIRAR APOSENTADORIA?

Sim, se a pessoa começar a contribuir.


‍⚖️ PRECISO DE ADVOGADO?

Recomendado quando:

  • Benefício foi negado
  • Caso é complexo
  • Há dúvida sobre renda

⚠️ ERROS QUE FAZEM PERDER O BENEFÍCIO

❌ Não atualizar CadÚnico
❌ Informações erradas
❌ Falta de documentos
❌ Não comparecer avaliações


PERGUNTAS FREQUENTES

Quem nunca contribuiu pode receber?

Sim.


Quanto paga?

1 salário mínimo.


Pode acumular com outro benefício?

Não.


Vale a pena recorrer?

Sim, na maioria dos casos.


DICA DE OURO

O maior erro é:

Achar que não tem direito por causa da renda

Hoje:
A Justiça flexibiliza muitos casos


CONCLUSÃO

O LOAS é um dos benefícios mais importantes do Brasil:

  • ✔️ Garante renda mínima
  • ✔️ Ajuda famílias em dificuldade
  • ✔️ Pode ser aprovado mesmo em casos complexos

Mas exige:

  • Organização
  • Estratégia
  • Informação correta

✍️ Autor

Previdência Em Dia - Especialistas em Direito Previdenciário

quarta-feira, 29 de abril de 2026

PENSÃO POR MORTE: NOVAS REGRAS ATUALIZADAS E QUEM TEM DIREITO (GUIA COMPLETO 2026)


A pensão por morte é um dos benefícios mais importantes do INSS, garantindo renda aos dependentes após o falecimento do segurado.

Mas atenção: as regras mudaram bastante nos últimos anos, e muitos pedidos são negados por falta de informação.

Neste guia completo, você vai entender:

  • ✅ Quem tem direito à pensão por morte
  • ✅ Quais são as novas regras
  • ✅ Como solicitar
  • ✅ Quanto se recebe
  • ✅ Quanto tempo dura o benefício

O QUE É PENSÃO POR MORTE

A pensão por morte é um benefício pago aos dependentes de um segurado do INSS que faleceu.

O objetivo é garantir proteção financeira à família.


⚖️ QUEM TEM DIREITO

Os dependentes são divididos em classes.


‍‍ 1ª CLASSE (PRIORIDADE)

  • Cônjuge ou companheiro
  • Filhos menores de 21 anos
  • Filhos inválidos ou com deficiência

Não precisa comprovar dependência econômica.


2ª CLASSE

  • Pais

Precisam comprovar dependência.


‍ 3ª CLASSE

  • Irmãos menores de 21 anos ou inválidos

Se houver dependentes da 1ª classe, os demais não recebem.


⚠️ REQUISITOS PARA CONCESSÃO

Para ter direito:

✔️ O falecido deve:

  • Ser segurado do INSS
    OU
  • Estar no período de graça

Caso contrário, o benefício pode ser negado.


CÔNJUGE TEM DIREITO AUTOMÁTICO?

Depende.


✔️ Exigências:

  • Tempo mínimo de casamento/união
  • Tempo de contribuição do falecido

Caso contrário, o benefício pode ser temporário.


⏳ QUANTO TEMPO DURA A PENSÃO POR MORTE

Isso varia conforme a idade do dependente.


DURAÇÃO PARA CÔNJUGE:

  • Menos de 21 anos → 3 anos
  • 21 a 26 → 6 anos
  • 27 a 29 → 10 anos
  • 30 a 40 → 15 anos
  • 41 a 43 → 20 anos
  • 44 ou mais → vitalícia

Pode mudar conforme o caso.


QUAL O VALOR DA PENSÃO POR MORTE

O cálculo mudou após a reforma.


REGRA ATUAL:

  • 50% do valor da aposentadoria
  • +10% por dependente

✔️ Exemplo:

  • 1 dependente → 60%
  • 2 dependentes → 70%
  • 3 dependentes → 80%

Limitado a 100%.


⚠️ PENSÃO PODE SER MENOR QUE O SALÁRIO MÍNIMO?

Depende do caso.

Em regra, respeita o mínimo.


DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

Prepare:

✔️ Do falecido:

  • Certidão de óbito
  • Documentos pessoais

✔️ Dos dependentes:

  • RG e CPF
  • Certidão de casamento ou união estável
  • Certidão de nascimento (filhos)

COMO PEDIR PENSÃO POR MORTE

Você pode solicitar online:


ACESSE:

  • Meu INSS
  • Gov.br

✔️ PASSO A PASSO:

  1. Fazer login
  2. Buscar “Pensão por morte”
  3. Preencher dados
  4. Anexar documentos
  5. Enviar pedido

⏳ QUANTO TEMPO DEMORA

  • Em média: 30 a 90 dias

❌ BENEFÍCIO NEGADO: O QUE FAZER

Se houver negativa:


✔️ OPÇÕES:

  • Recurso administrativo
  • Novo pedido
  • Ação judicial

⚠️ PRINCIPAIS MOTIVOS DE NEGATIVA

❌ Falta de qualidade de segurado
❌ Não comprovar dependência
❌ Documentos incompletos
❌ União não comprovada


⚖️ POSSO ACUMULAR PENSÃO COM OUTRO BENEFÍCIO?

Sim, mas com regras.

Pode haver redução do valor.


PENSÃO POR MORTE X APOSENTADORIA

  • Pensão: dependentes
  • Aposentadoria: segurado

Podem coexistir com limitações.


‍⚖️ PRECISO DE ADVOGADO?

Recomendado quando:

  • Há dúvida sobre dependência
  • Benefício foi negado
  • Caso é complexo

⚠️ ERROS QUE FAZEM PERDER O BENEFÍCIO

❌ Não comprovar união estável
❌ Documentação fraca
❌ Perder prazo
❌ Não acompanhar pedido


PERGUNTAS FREQUENTES

Filho maior tem direito?

Não, salvo exceções.


União estável precisa de prova?

Sim.


Posso pedir online?

Sim.


Vale a pena recorrer?

Na maioria dos casos, sim.


DICA DE OURO

O maior erro é:

Não comprovar corretamente a dependência

Sem prova:
❌ O INSS nega


CONCLUSÃO

A pensão por morte é essencial para proteger a família:

  • ✔️ Garante renda
  • ✔️ Evita dificuldades financeiras
  • ✔️ Assegura direitos

Mas exige:

  • Documentação
  • Atenção às regras
  • Organização

✍️ Autor

Previdência Em Dia - Especialistas em Direito Previdenciário

Terceira Turma valida arrematação de imóvel em leilão apesar do pagamento fora do prazo


A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou válida a arrematação de um imóvel cujo pagamento ocorreu fora do prazo previsto no edital do leilão. O colegiado aplicou o chamado princípio da instrumentalidade das formas, segundo o qual o reconhecimento da nulidade dos atos processuais só se justifica se houver efetiva demonstração de prejuízo.

Na ação de cumprimento de sentença que deu origem ao recurso julgado pelo STJ, um imóvel foi levado a leilão para garantir a satisfação do crédito do exequente. No dia 1º de setembro de 2023, uma sexta-feira, o bem foi arrematado por uma imobiliária.

A parte executada, então, opôs embargos à arrematação, alegando descumprimento do prazo de 24 horas previsto no edital do leilão para o depósito do valor. Segundo ela, embora a arrematante tivesse recebido a guia de pagamento na segunda-feira posterior ao leilão, às 10h43, somente transferiu o dinheiro às 15h38 do dia seguinte, quando o prazo já tinha vencido.

Para a corte local, quem faz o lance deve estar preparado para pagar

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), que acolheu os embargos à arrematação, destacou que a arrematante conhecia as regras do edital, de modo que, ao fazer o lance, já deveria estar preparada para efetuar o pagamento no prazo certo. O tribunal também ressaltou que, no direito civil, os prazos fixados por hora devem ser contados de minuto a minuto, como prevê o artigo 132, parágrafo 4ª, do Código Civil.

No recurso especial, a arrematante alegou que a contagem do prazo de 24 horas deve observar o horário de funcionamento dos bancos, uma vez que, por se tratar de transação de elevado valor, foi necessário o seu comparecimento presencial à agência bancária, cujo expediente é reduzido. Ela sustentou, ainda, que um atraso de poucas horas não justifica a anulação da arrematação, especialmente porque não houve nenhum prejuízo.   

Princípio da instrumentalidade das formas

Ao relatar o caso, a ministra Nancy Andrighi afirmou que o reconhecimento da nulidade de atos processuais exige a efetiva demonstração de prejuízo pela parte interessada, em respeito ao princípio da instrumentalidade das formas.  

Ocorre que, segundo a ministra, a falta de pagamento imediato do valor da arrematação não ocasionou nenhum prejuízo à executada ou ao processo, de modo que deve ser aplicado ao caso o artigo 277 do Código de Processo Civil, o qual preceitua que o juiz considerará válido o ato que, realizado de forma diferente da prevista em lei, alcançar a sua finalidade.

"De acordo com o princípio da instrumentalidade das formas, na hipótese de conflito entre a forma do ato processual e o objetivo a ser alcançado através dele, a preponderância deve ser conferida a esse último", salientou a ministra. Ao dar provimento ao recurso, ela ainda lembrou que a declaração de nulidade prejudicaria não só a arrematante, mas também o exequente.

Leia o acórdão no REsp 2.196.945.

Esta notícia refere-se ao(s) processo(s):REsp 2196945

Fonte: STJ