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Oswald the Lucky Rabbit in Oh Teacher by Disney, Walt

Dom Casmurro - Capitulo VII

Como quem num dia de Verão abre a porta de casa ... Alberto Caeiro

Como quem num dia de Verão abre a porta de casa E espreita para o calor dos campos com a cara toda, Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa Na cara dos meus sentidos, E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber Não sei bem como nem o quê...  Mas quem me mandou a mim quere…

A Pura Luz Pensante ... Poema de Manuel António Pina

A Pura Luz Pensante Tudo é tudo ou quase tudo e nada é a mesma coisa. Na realidade são tudo coisas indiferentes. (Imagens...Imagens...Imagens...) É este o caminho da Inocência?Exis- te tudo e a aparência de tudo.(Imagens...) Totalmente tolerante é a matéria metafórica da infância. Tenho…

Esplanada ... Poema de Manuel António Pina

Esplanada Naquele tempo falavas muito de perfeição, da prosa dos versos irregulares onde cantam os sentimentos irregulares. Envelhecemos todos, tu, eu e a discussão, agora lês saramagos & coisas assim e eu já não fico a ouvir-te como antigamente olhando as tuas pernas que subiam len…

Cuidados Intensivos ... Poema de Manuel António Pina

Cuidados Intensivos "A esta hora e neste sítio (miocárdio ventricular esquerdo) é a abstracta vida que me assalta. Eles não sabem que o seu coração pulsa, ferido,no meu coração, que a minha dor alheia vagarosamente mata os seus sonhos,os seus sentidos, os seus dias visíveis e invis…

Junto À Água ... Poema de Manuel António Pina

Junto À Água Os homens temem as longas viagens, os ladrões da estrada,as hospedarias, e temem morrer em frios leitos e ter sepultura em terra estranha.v Por isso os seus passos os levam de regresso a casa,às veredas da infância, ao velho portão em ruínas,à poeira das primeiras,das única…

O espelho ... Poema de Manuel António Pina

O espelho A corrupta luz da infância ilumina o rosto de um desconhecido, o meu rosto, e olha-o com olhos cegos. Eu sou apenas esta voz de alguém, esta música que não vem de nenhum sítio, ouvindo-se a si mesma. As palavras não chegam para levar-me onde, fora da infância, está alguma cois…

Todas as palavras ... Poema de Manuel António Pina

Todas as palavras As que procurei em vão, principalmente as que estiveram muito perto, como uma respiração, e não reconheci, ou desistiram e partiram para sempre, deixando no poema uma espécie de mágoa como uma marca de água impresente; as que (lembras-te?) não fui capaz de dizer-te nem…

Sétimo Dia ... Poema de Manuel António Pina

Sétimo Dia Ao Manuel Hermínio Voltámos, um a um, da tua morte para a nossa vida como quem regressa a casa de uma longa viagem. Para trás ficaram recordações, países, e agora é como se te tivéssemos sonhado. A voz que, diante da escuridão, suspendemos quando se desmoronou o mundo para o …

Saudade da prosa ... Poema de Manuel António Pina

Saudade da prosa Poesia,saudade da prosa;escrevia "tu",escrevia "rosa";mas nada me pertencia,nem o mundo lá foranem a memória,o que ignorava ou o que sabia.E se regressava pelo mesmo caminhonão encontravasenão palavrase lugares vazios:símbolos,metáforas,o rio não era…